quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Abyssus abyssum invocat

O espaço que se segue é da inteira responsabilidade dos fantasmas que habitam na minha cabeça.
Por motivos que se tornarão óbvios, não devem tentar isto em casa.
Os leitores mais sensíveis não deverão seguir além deste ponto.


ªÇP- gy
(6 murros no teclado... sempre pensei que tivessem outro efeito!)


*ivgyoiºç3p04£j
(6 chapadas no teclado)


hgbjnmhb jhgd
(6 cabeçadas no dito teclado)


Posto isto, tudo volta ao normal...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Huri

Caminhavam juntos na noite de uma qualquer cidade deserta. O frio apertou. Sem uma palavra ele percebeu que se lhe gelava a pele. Abraçou-a. Caminharam juntos...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

26-01-2009 16:49

Barrabás diz:
eu tenho honra
Barrabás diz:
no Amor e no jogo
Judas diz:
tu és é parvo
Judas diz:
no amor e no jogo
Barrabás diz:
é uma outra maneira de ver a coisa...

Licor de mel!!! (caseiro)

UIII!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Por isto, odeio-me!

Não posso, nem devo deixar de atribuir um agradecimento especial ao meu amigo Barrabás que não fazendo parte da minha vida como outrora, fará sempre parte do meu pensamento, coração e memória. Pelos velhos e novos tempos, obrigada Barrabás!


Gostava de te conseguir ter rancor, ódio ou algo mau... não sou capaz, por isto, odeio-me!

Um brinde! Às velhas e às novas feridas!

...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ambição

Aos quatros anos já "lia" histórias para adormecer o irmão, por sinal nove anos mais velho. Pegava num livro de banda desenhada e lia os desenhos em cada quadrado da história, mas esses não eram os livros que ambicionava. Esses eram fáceis. Era aquele lá no alto da estante que parecia enorme, como todas as coisas parecem aos olhos de uma criança de quatro anos. Não lhe chegava e mesmo que lhe chegasse as ilustrações eram escassas e as palavras incompreensíveis.
Veio a escola, a morte, a vida e os ensinamentos que delas se retiram. Aprendeu a ler. Cresceu. O livro era agora mais pequeno do que parecia. Já lhe chegava. As letras juntaram-se para formar palavras, as palavras frases, as frases estrofes. Tinha seis anos.

"As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;"

Sem compreender exactamente o que eram aquelas palavras, elas penetraram-lhe a alma. Até hoje!

Foi o primeiro livro que li... Acho que nunca o cheguei a terminar... Talvez um destes fins de semana.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

(...)
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
(...)

Alberto Caeiro

Se fosse uma viagem, qual seria?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Fragmento

Não sei porque me fui lembrar disto hoje.
Mais de oito anos volvidos e não esqueço o que me contaram.
Marcaram-me para sempre, mais que as palavras que um moribundo no leito da morte me dedicou, os sentimentos que te uniam a mim, que só nessa altura compreendi verdadeiramente.
Não te preocupes! Sou um homem, cresci, aprendi muito desde então e, apesar de não estares aqui , foste sempre uma ajuda preciosa.
Quando me lembro contenho as lágrimas com dificuldade.
Preferia que nunca mo tivessem contado. Sabes o que é viver com o peso das ultimas palavras de alguém que amamos sobre as costas? Reconheço, no entanto, que me inspiraram naqueles momentos em que as forças e as certezas me fugiam.

Aqui fica o que nunca te disse em vida: Obrigado, até sempre...

Choro

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

999.999

Ou serão só 999.998...?

Esta noite sonhei que estava nu.
No entanto, estava Estranhamente confortável.
Talvez não tenha sido um sonho...afinal não dormi.

Reconheço. Atrás das letras é muito mais fácil.

E agora?- perguntei.


(um post dedicado)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

1001 maneiras de cozinhar bacalhau

Há dias em que mais vale não sair de casa... não que isso fosse evitar alguma coisa, simplesmente ocorreriam desgraças diferentes no conforto do nosso lar.
Não, não me aconteceu nada... ainda!
E nada do que eu faça o vai evitar... vai acontecer e pronto!
O quê? Não sei!
Conversa estranha, esta!
Mas é esse mesmo o objectivo!
Não tem de fazer sentido, se nada do que me passa pela cabeça e na Vida o faz...
OU então, faz! Eu é que não o percebo!
No final, dizem-me, tudo baterá certo!
BATER??? "Bater certo" não é um bocado violento? Eu não quero que nada bata!
Só quero ser feliz... um pouco, muito... se calhar já o sou, mas não o sinto plenamente!
Sou um pessimista positivo, apaixonado, felizardo dentro dos meus infortúnios... será isso a felicidade?
Estará o leitor confuso? Não faz mal! Eu também estou!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Cem Anos de Solidão



Sem palavras!
Tudo o que pudesse dizer sobre esta magnifica obra, seria insuficiente.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sou um privilegiado

Fui adoptado por um sobrinho sem tio
Fui adoptado por um pai sem filha

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O Dia

Gosto quando os dias batem certo comigo. Cinzento, chuvoso, nublado e uma pitadinha de frio. Pena que não vou poder apreciá-lo à vontade...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Du er meget smukke

Há dias assim!
Acordamos, lavamos, vestimos, comemos, saímos, chegamos, trabalhamos, voltamos, reentramos, comemos, dormimos.
Para dizer a verdade, há demasiados dias assim!
Hoje alterei a rotina!
Entre o sair e o chegar, coloquei um "gritar". E se gritei!
Acelerei e gritei, sem nunca me preocupar com os que me rodeavam.
Sensação anormal esta de fazer de conta que os outros não existem, que sou Só eu...
Amanhã entre o voltamos e o reentramos vou colocar um cantamos!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Será?

Sou, no geral, uma pessoa atenta aos pormenores. Não me refiro ao novo furo que fizeste na orelha ou à mudança no tom de rimmel, mas a pormenores do Mundo que me rodeia, pormenores mais gerais. A questão que me atormenta é: Será que os pormenores também reparam em mim?
O casal de jovens, por quem passo todas as manhãs, eu de carro em direcção ao emprego, eles em direcção à paragem de autocarro. Seguem de mão dada, ele com o seu ar imberbe, mas apaixonado, ela abraçada a ele com um claro contentamento nos olhos e o seu ar de menina. Parecem felizes, decerto que o são. Não importa que amanhã acabe tudo, porque hoje eles estão felizes. Será que alguma vez repararam em mim? Passo todos os dias por eles! Cumprimento-os com o meu olhar, de quem já foi miúdo e apaixonado, não retribuem.
No trânsito reconheço rostos, carros e matriculas, que partilham comigo, diariamente a tormenta do pára-arranca. Será que algum deles já reparou em mim? No rapaz que segue dentro da carrinha cantando, rindo, por vezes chorando?
Próximo de chegar ao emprego, cruzo-me religiosamente com a Senhora do Punto Amarelo. Uma vezes segue sozinha, outras acompanhada por uma colega de trabalho. Já percebi onde trabalha e qual o seu horário. Será que alguma vez reparou sequer em mim? Não me interpretes mal, não faço questão que repare em mim, mas gostava de saber se sou um daqueles rostos-familiares-não-sei-bem-de-onde. Mera curiosidade...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O Sapo e o Escorpião

Num dos lados de um riacho um escorpião pediu ajuda a um sapo para atravessar para a outra margem.

-Só se eu fosse parvo... vais-me picar e eu vou-me afogar!

- Isso é ridículo! Se eu te picasse ambos nos afogaríamos!

O sapo acabou por anuir e começaram a travessia.
A meio do percurso o escorpião picou o sapo com o seu espigão, largando o seu veneno.
O sapo começou a sucumbir, mas ainda encontrou forças para perguntar:

- Porque me fizeste isso, mesmo sabendo que poderás não chegar ao outro lado sem a minha ajuda?

O escorpião desculpou-se, acrescentando:

- Está na minha natureza!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

As coisas que nunca te disse

O bem que me soube aquele abraço roubado...
O bem que me fazem os teus olhos... o teu sorriso... a tua companhia... a tua voz...
A falta que me fazes nestes dias cinzentos.
Adoro conhecer-te...
A vontade que tenho de te roubar e levar a conhecer o Mundo.
Dizer-te isto e muito mais, soprado ao ouvido.