- Traz-me uma cerveja, puta! - Vociferou.
- Oi?!? - Foi tudo o que foi capaz de dizer
- Traz-me uma cerveja, PU-TA! - Repetiu, quase soletrando o impropério.
- Você não fala assim p'ra mim, 'viu? Eu tenho dignidade! - Respondeu, denunciando o sotaque típico do Nordeste brasileiro.
- Dignidade?!? - Repetiu, imitando na perfeição o sotaque.
O grupo que o acompanhava riu-se ruidosamente.
- Dignidade? - Disse uma vez mais retirando do bolso uma nota de cinquenta euros, que atirou para o chão. - Quero ver isso!
Olhou-o indignada, baixou-se para colher a nota. Sentiu um empurrão, caiu de gatas.
Risos e, entre eles, uma voz:
- Olha! A dignidade dela rasteja e está à venda!
Ergueu-se, foi ao balcão, apanhou uma cerveja e, entre risos e apalpões, entregou-lha.
Nessa madrugada, ao deitar-se, ela chorou.
Nessa madrugada, antes de se deitar, ele beijou os filhos e a mulher.
- Oi?!? - Foi tudo o que foi capaz de dizer
- Traz-me uma cerveja, PU-TA! - Repetiu, quase soletrando o impropério.
- Você não fala assim p'ra mim, 'viu? Eu tenho dignidade! - Respondeu, denunciando o sotaque típico do Nordeste brasileiro.
- Dignidade?!? - Repetiu, imitando na perfeição o sotaque.
O grupo que o acompanhava riu-se ruidosamente.
- Dignidade? - Disse uma vez mais retirando do bolso uma nota de cinquenta euros, que atirou para o chão. - Quero ver isso!
Olhou-o indignada, baixou-se para colher a nota. Sentiu um empurrão, caiu de gatas.
Risos e, entre eles, uma voz:
- Olha! A dignidade dela rasteja e está à venda!
Ergueu-se, foi ao balcão, apanhou uma cerveja e, entre risos e apalpões, entregou-lha.
Nessa madrugada, ao deitar-se, ela chorou.
Nessa madrugada, antes de se deitar, ele beijou os filhos e a mulher.

Sem comentários:
Enviar um comentário